Nesta quinta-feira (8), movimentos sociais e políticos foram às ruas de São Luís em defesa da democracia e da soberania nacional, marcando o aniversário dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A mobilização teve início com uma concentração no Largo do Carmo e seguiu em caminhada pela Rua Grande, com diversas paradas para falas de lideranças.
Unidade política e social
A mobilização foi organizada por uma ampla frente de centrais sindicais (CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e Conlutas), com a participação de partidos de esquerda (PT, PSOL, PCdoB, PDT e PSTU). O ato reuniu políticos, militância, movimento estudantil e representantes da sociedade civil organizada.
Além do vice-governador, estiveram presentes nomes da cúpula do PT Maranhão, como Francimar Melo, Criciele Muniz, Patrícia Carlos e outros nomes históricos da legenda. Líderes de outros partidos, como o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), também somaram forças ao movimento.
Vozes em defesa da soberania
Durante o trajeto, lideranças destacaram a importância da resistência institucional e popular. Cricielle Muniz enfatizou que a data deve ser lembrada pela resiliência: “O 8 de janeiro não ficou marcado pelo ataque à democracia, mas sim pela vitória do povo brasileiro. Caminhar em memória desse dia é reafirmar que a nossa democracia é soberana” destacou.
Para Francimar Melo, a ocupação das ruas é um símbolo de resistência. “Ir para as ruas é o que temos de mais representativo no país. Hoje, significa dizer aos fascistas que acreditamos na democracia e que o 8 de janeiro não se repetirá jamais”, afirmou.
O vice-governador Felipe Camarão, relembrou a atuação do Governo Federal e a importância das instituições maranhenses no processo. “Em 2023, o presidente Lula liderou a luta contra o golpismo e a brutalidade. Faço aqui uma recordação ao então ministro Flávio Dino, que foi extremamente importante naquele momento. A luta da juventude, das mulheres e de toda a população seguirá de pé”, pontuou Camarão.
Washington Oliveira, secretário do governo estadual, classificou a data como um marco histórico: “Foi o dia em que o Brasil resistiu ao fascismo. Podemos dizer que o país encerrou uma fase do golpismo militar”, disse.
Joel Mendes, dirigente da CTB/MA, reforçou o sentimento de união: “Estamos aqui para dizer à sociedade que a democracia venceu. Golpe nunca mais!”.