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Defesa de Maranhãozinho nega autoria de emendas em julgamento no Supremo

Daniel Gonçalves 11 de março de 2026 Destaques Sem comentários
Defesa de Maranhãozinho nega autoria de emendas em julgamento no Supremo

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal iniciou, nesta terça-feira, o julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o deputado federal Josimar Maranhãozinho. Durante a sessão, a defesa do parlamentar sustentou que os recursos investigados, estimados em R$ 1,5 milhão, não podem ser tecnicamente classificados como emendas parlamentares de sua autoria. O defensor argumentou que a verba estava registrada sob a rubrica RP-2, que identifica recursos discricionários do Executivo, o que juridicamente desvincula o repasse de uma indicação direta do congressista.

A tese defensiva alega que o montante foi destinado pelo Ministério da Saúde ao município de São José de Ribamar entre os anos de 2019 e 2020, sem que houvesse prova documental da interferência do deputado.

 

Os advogados reforçaram que, na época, o prefeito da cidade era adversário político de Maranhãozinho, o que tornaria improvável o direcionamento voluntário de verbas para aquela gestão específica.

Por outro lado, a acusação da PGR desenha um cenário de corrupção e organização criminosa. Segundo os investigadores, recursos federais eram liberados para municípios maranhenses mediante a exigência de devolução de 25% do valor total, prática conhecida como “retorno”.

A Procuradoria afirma que, embora classificados como RP-2 para evitar o registro oficial do autor da solicitação, esses valores eram negociados informalmente entre integrantes do governo e parlamentares.

O julgamento também abrangeu a situação do deputado Pastor Gil, que figura entre os denunciados. A defesa do parlamentar justificou o envio de recursos para São José de Ribamar pelo fato de a cidade ser seu segundo maior colégio eleitoral.

Além disso, contestou a interpretação de mensagens interceptadas pela Polícia Federal, alegando que os diálogos não tratavam de propina, mas sim de um empréstimo pessoal entre os parlamentares citados.

A defesa de Pastor Gil ressaltou ainda que o deputado estava em seu primeiro mandato e buscou apenas aproveitar disponibilidades orçamentárias do Ministério da Saúde para beneficiar sua base política. O caso segue em análise pelos ministros da Primeira Turma do STF, que decidirão se acolhem a denúncia e tornam os parlamentares réus no processo.




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